Advert for the airline Air France published in issue 98 of Colombian architecture journal Proa, Bogotá, March 1968.
Últimos posts
Tema - Arquiteto e sociedade
Tema - Formação
Tema - Profissão
manuel saga
1

A “Licenciatura em Fundamentos da Arquitetura”. A denominação depende da universidade.

2

Isto inclui a possibilidade de fazer o mestrado numa escola de arquitetura diferente da que se pediu a equivalência da licenciatura. Não é comum em casos de equivalência, mas é possível.

Equivalência de diplomas de Arquitetura da América Latina em Espanha: três desafios (II)

Anúncio da companhia aérea Air France publicado na revista colombiana de arquitetura Proa n. 98, Bogotá, março de 1968.

Esta série de artigos apresenta os três principais desafios que os arquitetos provenientes de América Latina enfrentam para pedir equivalência dos seus diplomas universitários em Espanha. O primeiro é definir a utilidade que se dará à equivalência e qual será o momento adequado para enfrentar dito desafio. Depois de decidir para quê e quando, será necessário saber como.

 

Desafio número dois: descobrir como se pede a equivalência do diploma.

A verdade é que o processo de equivalência mudou ao longo do tempo. De facto, o conceito é recente e em Espanha não se podia fazer até 1987, quando se aprovou um Real Decreto. Muitos dos primeiros arquitetos estrangeiros aos que lhe foi pedida, naquela época já trabalhavam há anos sem ser preciso a equivalência.

 

Naquela época, a equivalência requeria uma análise do programa de estudos da universidade de origem para identificar os conteúdos que faltavam e igualá-los aos dos programas espanhóis. Muitas vezes, exigiam-se quatro ou cinco disciplinas de carácter técnico. Após realizar e aprovar essas disciplinas, os candidatos deviam desenvolver um Projeto de Final de Curso convencional avaliado por um júri criado especialmente para eles.

 

Após a entrada em vigor do plano de Bolonha, há menos de dez anos, a equivalência e a habilitação foram separados. As disciplinas complementares continuam a ser obrigatórias, mas agora funcionam como requisito para homologar o diploma de arquitetura latino com a licenciatura espanhola em Estudos de Arquitetura.1 Essas disciplinas podem variar entre os candidatos. Cada caso é estudado separadamente, pois existem grandes variações entre os programas de arquitetura de diferentes territórios latino-americanos e inclusive dentro de um mesmo país. Além disso, dois arquitetos formados na mesma universidade podem ter realizado percursos académicos com diferenças consideráveis em função do momento em que estudaram e das disciplinas que escolheram.

 

A equivalência da licenciatura implica a obtenção de um diploma universitário oficial, mas não habilita a assinatura de projetos. Para isso, uma vez tendo a equivalência da licenciatura, os candidatos devem realizar o mestrado qualificado nas mesmas condições que qualquer estudante espanhol.2 No total, o investimento em tempo varia de um a dois semestres para a equivalência da licenciatura, mais um ano letivo a tempo completo para o mestrado.

 

 

É importante acrescentar que, embora os mestrados espanhóis sejam diplomas reconhecidos pela UE, a possibilidade de usá-los fora da Espanha nem sempre é automática. Em certas ocasiões, é necessário um novo reconhecimento, que geralmente não obriga a realizar novos estudos, mas um processo burocrático. É recomendável consultar no Sistema de Informação do Mercado Interior da UE (IMI) quais são os diplomas espanhóis que já estão reconhecidos e que são fáceis de utilizar a nível comunitário.

 

Uma alternativa possível a todo este processo é a realização do reconhecimento do diploma de arquiteto através do Ministério da Educação. Mas atenção porque se trata de uma solução parcial. A sua obtenção certifica a posse do diploma universitário e facilita o acesso a determinados concursos e postos de trabalho, mas não permite assinar projetos nem dá acesso ao mestrado. Ter isto em consideração é a chave para evitar erros dispendiosos de tempo, dinheiro e energia.

 

(continua em breve no desafio número três)

 

Este artigo foi elaborado através de entrevistas com diversos arquitetos e arquitetas.  Entre eles, encontram-se:  Rafael de Lacour, subdiretor da ETSA de Granada – UGR e coordenador do mestrado de Arquitetura; Raquel Martínez, coordenadora da licenciatura em Fundamentos da Arquitetura da Universidade Rey Juan Carlos; Johanna Díaz, arquiteta colombiana licenciada pela Universidade Nacional de Colômbia com licenciatura de arquiteta validada e estudante de Mestrado na ETSA de Granada – UGR; Olga Sánchez, arquiteta venezolana matriculada na Universidade de Los Andes de Mérida, com licenciatura de arquiteta validada pela UGR; Paz Molinari, arquiteta argentina licenciada pela Universidade de Buenos Aires com licenciatura de arquiteta validada na ETSA de Madrid – UPM; María Antonieta Loaiza, arquiteta venezolana licenciada pela Universidade Central de Venezuela e com licenciatura de arquiteta validada na ETSA de Barcelona – UPC; e Alejandro Henríquez, arquiteto colombiano licenciado pela Universidade de Los Andes com 15 anos de experiência profissional em Barcelona.

 

Links 
Site do Sistema de Informação do Mercado Interior da União Europeia
Site do antigo processo de equivalência da ETSA de Barcelona, em vigor até 2017

Texto traduzido por Inês Veiga.
Notas de página
1

A “Licenciatura em Fundamentos da Arquitetura”. A denominação depende da universidade.

2

Isto inclui a possibilidade de fazer o mestrado numa escola de arquitetura diferente da que se pediu a equivalência da licenciatura. Não é comum em casos de equivalência, mas é possível.

Autor:
Arquitecto, Investigador. Investigador pre-doctoral en el programa Arquitectura. Historia y Proyecto del Politécnico de Turín. Ex Profesor de la Universidad de Los Andes, Colombia. Colaborador de Historia National Geographic. Fundador de blogURBS y URBS Revista de Estudios Urbanos y Ciencias Sociales . Antiguo corresponsal de La Ciudad Viva .

Deja un comentario

Tu correo no se va a publicar.

*

Últimos posts