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Assim descrito no Nº0 da revista Obradoiro.

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Isto faz-nos lembrar alguma coisa, não é?

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Em março de 2012 publicou-se o último número 34 da revista em formato papel.

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Usa-se “utilizadores” em vez de “inscritos na ordem” (em espanhol colegiados) porque não teria sentido querer abrir-se e, ao mesmo tempo, restringir o uso.

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Philip Johnson.

É que QUARENTA anos não é nada…

Quarenta anos não é nada. Ou é muito. Depende do ponto de vista, porque dá tempo para fazer e para que aconteçam uma infinidade de acontecimentos. Parece que foi ontem que, em 1978, a Comissão de Cultura do COAG revelara o primeiro número “experimental”1 da revista Obradoiro, materializando assim um dos indícios e aspirações de todos os Colegios de Arquitectos – o equivalente à OA em Portugal –, a sua própria revista colegial.

Esta revista pretendia ser um “instrumento aberto de informação, estudo e discussão, sobre tudo o que estivesse relacionado com a Arquitetura, o urbanismo, a construção e o meio ambiente” para os arquitetos e para a própria sociedade (galega, neste caso). Assim descrevia o primeiro editorial.

Mas é melhor recordarmos e aprofundarmos este primeiro editorial, que dizia o seguinte:

“No entanto, o objetivo era, inicialmente, demasiado ambicioso, tanto pelas limitações e pela inexperiência daqueles que teriam de fazer essa revista, como pela recetividade ainda muito reduzida do público-alvo da mesma”.

Mas o que tem de tão especial este primeiro editorial?

Além do conteúdo e da organização, talvez o primordial seja a sinceridade e a franqueza do mesmo, da primeira à última linha, onde se expõe e se reconhece a dificuldade da empresa que se ambicionava. Esse duplo desafio de comunicar arquitetura à sociedade da época2  “ao apreciado e restringido circo dos profissionais e intelectuais de Galiza”.

Isto era possível há 40 anos? É possível atualmente? É necessário? É viável?

Um segundo ensino, reconhecer e saber adaptar-se aos tempos para desta forma aproveitar os diferentes avanços ao seu alcance e próprios da época. Portanto, devemos estar atentos ao meio e saber desenvolver-nos no mesmo, como diria Frank Lloyd Wright:

“Todos os grandes arquitetos são necessariamente grandes poetas. O mesmo deve ser um intérprete original do seu tempo, dos seus dias, da sua idade.”

Estes primeiros passos foram realizados com modéstia, mas com pouco entusiasmo, e assim o descreveram:

“É por isso que optámos por uma publicação muito mais modesta, o Boletim, que apenas pretendia ser uma primeira escola de aprendizagem. Concebido sem a pretensão de ser um simples órgão de informação bibliográfica, foi incorporando gradualmente colaborações e artigos de arquitetos e de especialistas de outras áreas afins”.

Passados já quarenta anos desde este primeiro número, e depois do impasse devido à crise económica3 que obrigou a cessar a publicação durante os últimos 6 anos, parece que os ensinamentos daquele primeiro número foram (re)tomados.

Nesta etapa, a revista Obradoiro (Digital) adapta-se à nova realidade, mas sem perder os seus compromissos fundamentais e sem desperdiçar os novos recursos digitais disponíveis atualmente. Esta refundação da revista Obradoiro Digital (OBD) (re)aparece com um reconhecimento à figura de um dos mestres da arquitetura moderna espanhola, D. Alejandro de la Sota.

Tal como o seu primeiro exemplar, esta nova etapa abre uma forma de comunicar a arquitetura, mas como já expressava o primeiro conselho editorial da revista, anseia melhorar com a participação de todos os utilizadores4 que, com as suas críticas e opiniões, só aumentarão a qualidade de uma publicação desta índole.

A questão é se futuro da arquitetura é a cultura5

Embora quarenta anos não seja nada… ou seja muito… depende, o que é inegável é que os ensinamentos e as experiências podem e devem ser aproveitados.

Notas de página
1

Assim descrito no Nº0 da revista Obradoiro.

2

Isto faz-nos lembrar alguma coisa, não é?

3

Em março de 2012 publicou-se o último número 34 da revista em formato papel.

4

Usa-se “utilizadores” em vez de “inscritos na ordem” (em espanhol colegiados) porque não teria sentido querer abrir-se e, ao mesmo tempo, restringir o uso.

5

Philip Johnson.

Autor:
Arquitecto autónomo y no colegiado, que compagina la labor de editor en veredes, arquitectura y divulgación (@veredes) con las tradicionales de arquitectura.

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